{"id":1507,"date":"2020-01-29T14:13:53","date_gmt":"2020-01-29T17:13:53","guid":{"rendered":"https:\/\/agenciawoobrasil.com.br\/?p=1507"},"modified":"2020-01-29T14:13:53","modified_gmt":"2020-01-29T17:13:53","slug":"29-de-janeiro-dia-da-visibilidade-trans","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agenciawoobrasil.com.br\/blog\/29-de-janeiro-dia-da-visibilidade-trans\/","title":{"rendered":"29 de janeiro: Dia da Visibilidade Trans"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Neste 29 de Janeiro \u00e9 comemorado o Dia da Visibilidade Trans (travestis e pessoas trans). Esta data surgiu em janeiro de 2004, por conta do lan\u00e7amento da Campanha Nacional \u201cTravesti e Respeito\u201d, do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade. Nesta data, ser\u00e3o realizadas, em todo o Brasil, atividades para celebrar e denunciar o descaso e a incita\u00e7\u00e3o de \u00f3dio do atual governo a setores sociais como os trans. Diversas organiza\u00e7\u00f5es afiliadas \u00e0 ANTRA foram orientadas a sair \u00e0s ruas para comemorar essa data em todo o pa\u00eds, para mostrar as suas caras e consequentemente reivindicar seus direitos. Sustentando desde ent\u00e3o, a necessidade, numa \u00f3tica cidad\u00e3 em \u201cviver de dia\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Mas, quando se fala em visibilidade, o que se quer dizer com isso? Para o diretor da Contraf-CUT, Adilson Barros, significa primariamente que travestis e transexuais continuam invis\u00edveis do ponto de vista do respeito aos direitos e da dignidade tanto para o governo, quanto para a sociedade como um todo. \u201cE no mundo LGBT+ n\u00e3o \u00e9 muito diferente, infelizmente\u201d, disse.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Ridicularizados na m\u00eddia<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">De acordo com Adilson, h\u00e1 um sentimento generalizado de que toda vez que uma travesti ou uma mulher\/homem transexual aparecer na m\u00eddia, salvaguardando raras exce\u00e7\u00f5es, ser\u00e1 para ridiculariz\u00e1-las nos programas de humor que s\u00f3 o que fazem \u00e9 refor\u00e7ar o estere\u00f3tipo e o preconceito de que elas s\u00e3o mulheres ou homens, invalidando suas identidades femininas\/masculinas. Ou, ainda, como exibi\u00e7\u00e3o em programas de entretenimento, onde geralmente o apresentador far\u00e1 o que a claque ou o telespectador deseja: transformar\u00e1 essa pessoa em pe\u00e7a de Jardim Zool\u00f3gico ou Circo de Aberra\u00e7\u00f5es. \u201cA sociedade infelizmente tem um entendimento distorcido em ver e associar travestis e transexuais ao mundo da criminalidade e prostitui\u00e7\u00e3o, sendo assim, jamais v\u00ea-las como v\u00edtimas, ou parte integrante de uma sociedade\u201d, comentou o diretor da Contraf-CUT.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A maioria das trans, principalmente as travestis s\u00e3o agredidas, estupradas ou assassinadas, com justificativas de que elas s\u00e3o prostitutas e vivem \u00e0 margem da sociedade. Isso tudo com um consentimento do \u201cpoder p\u00fablico\u201d corroborando com as estat\u00edsticas de viol\u00eancia contra este segmento. E quase em todos os casos, sem direito de defesa, numa avalia\u00e7\u00e3o que a transfobia \u00e9 algo inexistente.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Discrimina\u00e7\u00e3o no ambiente de trabalho<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cVamos imaginar esta situa\u00e7\u00e3o no mundo do trabalho, onde muitas ainda s\u00e3o invis\u00edveis \u2013 com algumas exce\u00e7\u00f5es nas empresas p\u00fablicas. Consideramos as a\u00e7\u00f5es para a sigla T essenciais no \u00e2mbito das pol\u00edticas p\u00fablicas, pelo fato desta popula\u00e7\u00e3o ainda se encontrar \u00e0s margens da sociedade e invis\u00edveis. S\u00e3o alijadas, infelizmente no mercado de trabalho e tendo que buscar a prostitui\u00e7\u00e3o para sobreviver. S\u00e3o 90% dos casos\u201d, acrescenta o sindicalista. \u201cAs pessoas trans al\u00e9m de lutar por suas vidas, precisam lutar por trabalho, pol\u00edticas de sa\u00fade, contra a viol\u00eancia e inclusive pelo reconhecimento da pr\u00f3pria exist\u00eancia\u201d, explicou Adilson Barros.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Viol\u00eancia alarmante<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os dados sobre viol\u00eancia e morte s\u00e3o alarmantes.&nbsp; O Brasil \u00e9 o pa\u00eds onde mais se mata travestis e transexuais no mundo. Dados da Associa\u00e7\u00e3o Nacional de Travestis e Transexuais (ANTRA) apontam aumento da viol\u00eancia. Foram mais de 170 casos de assassinatos no ano de 2018. O maior \u00edndice de homic\u00eddio relacionados \u00e0 transfobia em 10 anos, sendo que, a cada 48 horas uma pessoa trans \u00e9 morta no pa\u00eds. N\u00e3o existem dados oficiais sobre estes casos, j\u00e1 que o poder p\u00fablico registra como \u201chomens vestidos de mulher\u201d. E estes registros s\u00e3o buscados no notici\u00e1rio de TV e nas redes sociais. O \u00edndice \u00e9 muito elevado e n\u00e3o existe uma a\u00e7\u00e3o afirmativa para combater a viol\u00eancia que cresce cada vez mais.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Segundo Adilson, para os representantes da classe trabalhadora e de uma categoria com refer\u00eancia de luta, principalmente sobre a quest\u00e3o da diversidade, o objetivo \u00e9 avan\u00e7ar cada vez mais nos debates. \u201cDesde 2009 na \u201cMesa de igualdade de oportunidades\u201d conquistamos o nome social nos crach\u00e1s para os que reivindicarem, cl\u00e1usula para os casais homoafetivos, em uni\u00e3o est\u00e1vel os mesmos direitos previdenci\u00e1rios dos casais heterossexuais. E realiza\u00e7\u00e3o do programa de valoriza\u00e7\u00e3o da diversidade. E acima de tudo, a manuten\u00e7\u00e3o da mesa tem\u00e1tica com calend\u00e1rio definitivo\u201d, contou Adilson.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cSer\u00e1 preciso avan\u00e7ar ainda mais, apesar de tamanho retrocesso aos direitos LGBT+. Assim, a luta n\u00e3o \u00e9 apenas em busca da cidadania, mas tamb\u00e9m pelo acesso \u00e0 educa\u00e7\u00e3o e sua inser\u00e7\u00e3o no mercado de trabalho\u201d, afirmou o diretor da Contraf-CUT.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Projeto de Lei 122 \u2013 Combate \u00e0 homofobia<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Apesar de alguns avan\u00e7os no campo dos direitos, existem grupos fundamentalistas construindo uma pauta conservadora para retir\u00e1-los. \u201cAinda h\u00e1 muito enfrentamento para combater o preconceito e a discrimina\u00e7\u00e3o. Precisamos defender ou buscar leis que punam os que discriminam e agridem os LGBT+. O projeto de lei 122 \u2013 Combate \u00e0 homofobia necessita ser desarquivado urgentemente. Juntos podemos parar a viol\u00eancia e a discrimina\u00e7\u00e3o contra pessoas LGBT+ e em especial as T\u201d, finalizou Adilson Barros.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Fonte: Contraf-CUT<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Neste 29 de Janeiro \u00e9 comemorado o Dia da Visibilidade Trans (travestis e pessoas trans). Esta data surgiu em janeiro de 2004, por conta do lan\u00e7amento da Campanha Nacional \u201cTravesti e Respeito\u201d, do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade. 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